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quarta-feira, março 28, 2007

TEIAS DE ARANHA

Antes de mais nada, quero agradecer os FODA-SES de apoio dos meus queridos 5's leitores.
Foi emocionante, ver o primeiro movimento FODA-SE EM CADEIA DA INTERNET.
Vcs são poucos, mas são maravilhosos, especiais, inteligentérrimos, poposudos, deliciosos e por q não? vitaminados.
Bjs em vossas bundas alheias!


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Que eu sou uma escrotinha, é sabido.
Que sou exigente, perfeccionista e agora mais recentemente de linguajar baixo, é mais q sabido! (Ai... adorei essa expressão!!)
Que sou repetitiva, meio esclerosada, mentirosa, caluniadora, também.
Mas agora, dei p/ ser seletiva. Seletiva prá caralho!! Ooops! Ô boca!!
Refazendo.
Seletiva por demais! Melhorou, Lina?!



Bem, meu eu, se resume em antes e depois de Pacotinho.
Há dois momentos na vida de um ser humano, pelo menos p/ mim foi assim, q são capazes de provocar mudanças radicais.
Um deles, é quando vc sai da casa dos seus pais.
Puta... quer aprendizado maior?
Ali, vc aprende realmente a baixar a crista. Vc começa a se preocupar c/ as responsabilidades do dia-a-dia e quem sabe, c/ um pouco menos de neurose, começa a entender muitas das atitudes deles. Talvez não repetí-las, mas entender.

Quando se habita casa de mamãe, existe uma ficha q não cai: A casa também é minha!
Não é porra nenhuma! A casa é dos seus pais. E as regras, são eles q fazem. Daí, a gente passa a vida lutando p/ quebrá-las e fazê-los entender nosso ponto de vista.
Caralho! Não era nada disso o q eu ia falar. Tá vendo a esclerose???
Bem, seguindo meu próprio miolo...

O segundo momento é quando vc tem filho.
Aí cumpádi, acabam-se as ilusões e vc cai mesmo na real. Pode se drogar de vez em quando p/ sair dela, mas a maior parte do tempo, vc estará vivendo a real. E vc passa a dar valor meeeeeiiismo ao q realmente importa.
Vc não vai perder seu tempo c/ discussões bobas, nem tentando mudar a opinião do outro. Vc vai ter coragem de ligar o foda-se algumas vezes, em prol da sua cria e p/ dar lugar ao q tem consistência. De maneira q vc passa a ser seletivo. O q q eu quero p/ mim e p/ meu filho?
Q pessoas eu vou conviver?? Tenho mesmo q fazer a social?? Ah!! Vá pro caralho, não preciso disso - são perguntas e conclusões q vc vai tirar sem dor na consciência. Em prol do tempo q é curtíssimo.

Por q q eu toquei nesse assunto?
Bem... em primeiro lugar, porque lembrei de uma história de infância, q nem sei se contei aqui. Essa história tem me rondado...
Como espiritualista e esquizofrênica q sou, fico pensando, matutando, ponderando, antes de tomar decisões, p/ não me arrepender depois. Fico tentando ouvir desesperadamente o q a piranha da minha consciência me grita. Ela fala tão baixinho...

Mas a história é a seguinte:
Eu tinha sei lá, uns 9 anos?
Sempre fui baixinha até os 11. Na fila do colégio, era sempre a primeira.
Também, porque era adiantada e mais nova da classe, mas todos os meus amigos eram mais velhos. Esse era o meu normal.

Eu sei q tinha um primo. Nem tenho certeza se era primo... mas um parente daqueles q o parentesco é tão intruncado q vc não sabe dizer o q ele é, aí vc chama de tio?! Pois então. Ele ia lá em casa p/ passar o dia inteiro quando minha avó e bisa eram vivas. Na verdade, ele foi criado pela bisa e eu o chamava de tio. Sabe como é criança, né?! Não pode ter carinho e atenção q gruda. E eu adorava quando ele ia lá em casa, porque ele me botava na carcunda, brincava prácaralho comigo, ria, era super bem humorado. Era humilde também. Demais até. Só não passava fome. Mas era recorrente darmos roupas, frutas e coisas qdo ele ia lá.

Ele teve dois filhos. Um menino, q p/ mim era festa brincar c/ ele e a mais novinha.
A gente se dava muito bem. E toda vez q ele ia, eu ficava tão feliz, porque além da farra, tinha oportunidade de ver alguém mais baixo e mais magro q eu. Isso p/ mim era a glória. Eu sempre fui magrela, não gostava de comer e baixinha. Nem minha saúde era das melhores. Portanto ver uma criança tão magra quanto eu e mais baixa, era a comprovação de q eu era normal.
Pois bem... um belo dia, estávamos no quarto eu, minha vó, a bisa, o tio e o filho dele. Eu tive a brilhante idéia de dizer: Olha q barato!! e juntando as duas mãos, fomei um círculo em volta do pescoço do filho dele e completei: É fininho!! Cabe aqui dentro ó!!
O q eu queria dizer c/ isso, é q finalmente tinha encontrado alguém menor do q eu. E ele era mais novo se eu não me engano!
O "tio" teve um ataque de fúria e começou a gritar comigo dentro do meu quarto.
Ele me deu um sermão, afirmando q eu estava insinuando q eles passavam fome. Talvez estivessem passando mesmo, p/ ele ter aquela reação c/ uma criança...

Bicho, foi uma meia hora de falação ou nem foi isso tudo, só sei q eu fiquei muda e paralisada e não conseguia me mover dali. Ele não se calava. Ele despejou toda a fúria. Ninguém me defendeu. Talvez porque estivessem todos estarrecidos. Minha bisa me parece q o apoiou.
(Tadinha, era uma bichinha muito ignorante, nunca foi boa bisca, mas Deus tá cuidando dela hj em dia!)
Lembro q o pesadelo acabou, porque minha mãe me parece q ouviu lá do quarto dela e me gritou. Só assim eu consegui me mexer e fui deitar no colo dela. Não me lembro se depois teve barraco em minha defesa, mas as visitas desse tio ficaram mais escassas até cessarem. E quando ele eventualmente aparecia, não nos falávamos mais, nem eu brincava c/ o filho dele. Só falava c/ a esposa q continuava carinhosa comigo.

O tempo passou e nem o enterro da minha vó, q foi em 2002, foi capaz de fazer c/ q nos déssemos.
Só q ultimamente, ao visitar o prédio onde fica outro setor, vejo um segurança q é a cara do meu primo-do-pescoço-fino.
Do jeito q ele me encara, é bem provável q seja ele mesmo.
A vantagem é q sou um camaleão ambulante e ele deve ter dificuldade p/ me reconhecer todas as vezes, também quase não vou lá, então... fica aquela troca de olhares rápidos meio déjá vu e pronto.

Nem vou perguntar a vcs, o q eu devo fazer.
Eu já sei o devo fazer! Passar como um fantasma do passado e deixá-lo lá mesmo.
Não gosto de ressucitar defuntos e confesso q às vezes, gosto de passar invisível por pessoas q não me reconhecem.
Mesmo sendo elas queridas, ou não. É q tem coisas q pertencem ao passado e pronto.

É...
C/ Pacotinho ainda na minha barriga, Oráculo já havia dito q eu não seria mais aquela pessoa arreganhada, q fala c/ todo mundo, q se abre p/ o mundo e tal.
Ela disse q eu seria seletiva. Eu nem levei muita fé! A gente se conhecia a pouquíssimo tempo...
E quando eu revivo situações não só como essa, mas situações mesmo do cotidiano, onde eu tenho q escolher quem deve ou não ter o prazer da minha companhia, vejo q mais uma vez, ela estava certa.

Aí Oráculo!!
E os números da loteria, hein?!

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