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quinta-feira, setembro 15, 2011

O bolinho de Amsterdam - por @MissMoura

Longo tempo sem postar e muitas coisas aconteceram na viagem. A ida a Amsterdam, por exemplo. Fiquei três dias lá com os brasileiros que conheci pelo Facebook. Sim, as redes sociais fazem parte da minha vida full time, 24 horas por dia e 7 dias por semana. E isso tem me sido muito útil tanto pessoal quanto profissionalmente.

Amsterdam não me pareceu uma cidade muito grande. Boa parte dos percursos pra bares, coffee shops e restaurantes, nós fizemos a pé. É engraçado por que na cidade não é comum andarmos vários quilômetros por dia, mas viajando é muito comum. Posso dizer que vou voltar com as pernas saradas pro Brasil porque perdi as contas de quantas milhas eu andei em Londres, Amsterdam e Paris.

Você tem o mapa nas mãos, não tem idéia de que ônibus pegar, quer economizar, o metrô não passa por lá, o que você faz? Caminha! E ainda aprecia o lugar, descobre ruas e lojas diferentes que possam lhe interessar mais tarde.

Mas voltando a Amsterdam, a terra do sexo, drogas e... que tipo de música mesmo? Sei lá. Até “Chorando se foi quem um dia só me fez chorar” eu ouvi num pub lá, logo depois que desci do “queijo”. Eu dancei no queijo em tudo quanto foi lugar rsrsrsrs. Mas então, Amsterdam tem uma arquitetura um pouco antiga, é cortada por rios e pontes e algumas ruas têm cheiro de maconha. Da boa, claro. Não é tão fedorento quanto eu costumo sentir no Brasil. Mas eu nunca fui e não fiz disso a minha primeira vez. Fumaça não é para os meus pulmões.

Não gostar de nenhum tipo de cigarro não me fez deixar de experimentar o “bolinho”. Todo mundo falou desse bolinho pra mim, no Brasil, no facebook, no trabalho... Eu tinha que sair de lá sabendo qual era da parada. Então, decidi dividir um bolinho com a Jamine. O tal bolinho chama-se “space cake” e consiste num muffin de chocolate (muito gostoso, por sinal) com alguma coisa dentro, provavelmente, erva durante o preparo, você não vê, nem sente o gosto – só o do chocolate – mas, aproximadamente, duas horas depois, você sente uma leseira dos infernos, seu corpo fica absurdamente pesado, seus olhos ficam vermelhos e você acha graça de muita coisa.

O mais interessante da experiência com o bolinho (eu acabei comendo um inteiro, pois dividi o segundo com a Jamine) foi que em um dado momento, eu estava confundindo imaginação com fato passado. Ficava viajando literalmente, achava que tinha falado com as pessoas, depois perguntava pra Jamine e não tinha acontecido. Bom, posso pressupor o que 2 ou 3 bolinhos não fazem com a pessoa.

Foi muuuito engraçado, mas no dia seguinte eu não repeti. Fiquei apenas no álcool. Sim, eu sou uma pessoa chata :P No final das coisas, eu não vejo muito sentido em ficar lerda, com cara de retardada e rindo a toa, sem saber se eu disse uma coisa ou não. Foi só pra experimentar mesmo.

Em relação ao quesito que mais me interessa nos lugares, homens, não se via muitos jovens da Holanda por Amsterdam. Pelo menos, não conhecemos ninguém de lá. Vimos muitos grupos de jovens que alugavam barcos (andamos de barco também e foi bem legal) e faziam mini-festinhas. Talvez, eles fossem holandeses, mas o que se via nas ruas era uma mistura multicultural com destaque para os indianos, que se via em Londres do mesmo jeito.

Na semana seguinte, eu tentei aproveitar Londres ao máximo sem deixar que um aperto no coração se instaurasse. Como disse no texto anterior, eu realmente me apaixonei pela cidade. Valeu cada minuto.

 
Tentando me entender com Paris e a Torre Eiffel

Paris sempre esteve no sonho da vida dentre os destinos para se visitar. Na verdade, desde a adolescência, o TOP 1 era a Austrália, mas a passagem pra lá é muito cara e tem países muito interessantes para visitar antes pela Europa.

Cheguei numa tarde ensolarada e logo que saí do aeroporto, não entendi muito bem a visão. Primeiro, uma área que parecia industrial, muito próxima ao aeroporto, depois, rodovias e, enfim, a cidade com a arquitetura mais antiga (pra não chamar de velha) que eu já vi.

Eu sou bem o tipo de pessoa que faz comparações, então, se você é daquelas pessoas que não compara pessoas ou lugares, talvez seja melhor não perder tempo lendo esse texto rsrsrsrs.

Enfim, cheguei a hostel. Meu quarto era para seis meninas e não consegui ficar no mesmo quarto que a Jamine. Senti imediatamente falta da minha cama de cama com edredons brancos e incríveis de Londres. Eu não me considero muito fresca (sou uma pessoa que acampa duas vezes ao ano – campus party e universo parallelo), mas depois que eu me acostumo com o conforto, é complicado mudar de padrão.

Decidimos dar uma volta e comer pela área e devoramos um sanduíche grego que foi a coisa mais bizarra que já comi em toda a minha vida. Fora isso, eu arranhando frases básicas do francês como: olá, eu quero tal coisa, quanto custa? Obrigada. É bem engraçado, por que a pessoa percebe o meu sotaque ou acha que eu entendo tudo e desembesta a falar. Aí eu concluo com o típico: Je ne peux pas parle français.

Mais tarde, ainda no primeiro dia, decidimos ir a uma rua que um francês me indicou no Rio. Ficava perto da praça da Bastille e não só parecia com a Lapa, como tinha a Rue de Lape lá mesmo. Era uma ruazinha cheia de bares e pubs, onde fomos BARRADAS numa boite. Sim, isso mesmo. BARRADAS.

A questão é que nesse lugar, Le Balajo (se não me engano), homens não podem entrar desacompanhados. E todos que nos viam sozinhas na fila, tentavam entrar com a gente. Acho que a gerente percebeu a tentativa e não deixou nem que eu e Jamine entrássemos lá. Ficamos muito p da vida. Decidimos pegar um metrô pro Quartier Latin e encontrarmos outro lugar pra dançar (era sábado) e pegamos o metrô pro sentido errado. Quando descemos na estação pra fazer a troca pro sentido certo, era tarde demais: o metrô fechava às 2h e já tinha passado disso.

Pé frio demais! No dia seguinte começou a chover e nossa saída foi visitar o Louvre. Passamos 3h lá dentro e vou te dizer: isso não dá nem um quarto do museu. Você precisa voltar lá dias e dias pra ver todas as salas. Tinham pessoas cochilando nos banquinhos lá dentro. Tenho certeza que descansavam pra continuar rodando lá mais tarde. Saímos de lá com as pernas cansadas. Uma verdadeira ginástica física e mental, mas vale muito a pena.

Nos dia seguinte, continuamos a fazer programas turísticos, além do Pub Crawl que foi muito legal num bar chamado O’ Sullivans. Pub Crawl, pra quem não sabe, é uma reunião de pessoas por 4 bares e 1 boite numa única noite. Normalmente, o grupo é formado por turistas, com intuito de fazer amigos e conhecer a noite da cidade. Lá, conheci uma menina da Argetina muito legal, chamada Natalia, e dançamos, zoamos muito nessa noite.

Fiquei afim de um argentino, mas ele quis pegar uma americana que estava no grupo que, no fim da noite, estava beijando um australiano e eu não entendi nada. Tinham alguns carinhas interessantes, mas nada de fazer o coração pular. E cadê os parisienses? Não sei. Não estavam lá ou eu não percebi.

No outro dia, conhecemos a Torre Eiffel, mas pagamos para subir até o topo de elevador. Isso foi uma das coisas mais sensacionais da vida. Quase chorei! Emocionante ver Paris de cima (323 metros de altura) e faz cair a ficha de que você está realmente muito, mas muito longe de casa, vivendo algo que vai lembrar para o resto da vida.

O melhor desse dia foi ficar no jardim de torre, tomando vinho, comendo copa e camembert e falando do Brasil, dos amores, do passado e da vida. Foi ótimo. E fiquei muito feliz de estar compartilhando esse momento com a Jamine – minha nova Best friend forever traveller. Espero, um dia, viajar com meus amigos do rio e poder viver momentos como esse.

7 comentários:

Morena disse...

Ai fiquei toda arrepiada com o post!
Pub Crawl é algo super legal de fazer!
E subir a torre!
E um dia preciso experimentar o space cake todos falam dele mesmo!
A sensação de estar longe de casa é tão boa quanto estranha!
Ai albergue em Paris tbm é trauma na minha vida!
Beijos saltitantes
Bom restinho de semana

Ma Albergarias disse...

Nossa, esta viagem ficará para sempre com ela. Ano que vem, é minha vez! \o/

Engraçadinha disse...

Irmã, eu queria curtir muita coisa com você. ^^

'Lara Mello disse...

Eu já comi esse bolinho! HAHAHAHAHAH
E fica assim mesmo! Paris é um sonho universal!

Tenho adorado essa coluna de sua irmã, tem me feito pensar em viajar mais :)

Magui disse...

Que danada, viaja e só conta depois, sem avisar para ficarmos na espera dos comentários. Aliás, comparar, como vc fez, sem falar mal do Brasil mostra o seu melhor nivel de informação porque o que mais leio é um viajante não ter capacidade de notar diferenças, respeitando o Brasil e os brasileiros. Quanto a mim, jamais irei à Europa porque , como vc mesma disse, há mts lugares no mundo antes de ir parar onde a fonte de renda importante são os turistas em monumentos à pilhagem e genocídios e eu não me interesso nada por bolinhos que possam me deixar com a cabeça pior do que a que eu já tenho.Iupi!De qualquer forma, viajo com quem vai e descreve assim como vc.

Crioula disse...

É OS lugares São legais mas realmente não encontrará parisiens neles. Qdo à ser barrada na boate. Fica fria q isso aqui é normal.

Dani Antunes disse...

Aiiiiiiiii... [suspiros infinitos]

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